segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Anatomia de um pandeiro 1

Finalmente, estou disponibilizando as fotos do mais novo e ilustre integrante do meu set de pandeiros. Como eu demorei um bocado para postar essas fotos, acabei improvisando a disposição das imagens, que não era exatamente o que eu pretendia, mas acho que, a princípio, cumpre sua função.

Vamos lá então aos items do bicho!

- Pele de cabra, tratada, espessura média;
- Aro rebaixado, com uma boa distância da superfície da pele;
- Ferragens (aro, tensores, suportes e porcas) de latão polido;
- 6 platinelas de bronze, artesanais, com trabalho especial na superfície;
- Fuste em cedro, tratado com verniz semifosco e cêra;
- Trabalho em marchetaria no fuste;
- Recorte na base do fuste para encaixe do suporte do tensor;
- Tensor um pouco mais fino que o padrão, e embutido no aro;
- Suporte para apoio da mão de sustentação/giro (esquerda para os destros, e direita para os canhotos);
- Ótima relação altura das fresas x altura das platinelas.

Enfim... para quem já toca a algum tempo, e já tocou em "alguns" pandeiros, sabe que o grande barato dos instrumentos de luteria são as características particulares e peculiares de cada pandeiro, que nascem da engenhosidade, da paixão, e dos experimentos desses fantásticos artesãos. E que na sua grande maioria, são músicos também. Essas tais características conferem ao instrumento um som único, uma "identidade", que torna o "gostar" de um determinado instrumento uma questão muito pessoal. Para mim, a coisa acontece meio de imediato, não precisa tocar muito não. É colocar a mão num pandeiro, sentir o peso, golpear a pele uma ou duas vezes, ouvir o acompanhamento das platinelas, e aí...é na hora, paixão a primeira vista, ou não. Foi assim com os pandeiros do grande Bira, aqui do Rio de Janeiro (que pretendo postar também aqui no blog em breve), e está sendo assim também com o trabalho do meu amigo Giorgio Camatta. Nesses meus seis anos de estrada, o pandeiro do Giorgio é, de fato, um dos melhores instrumentos que já chegaram em minhas mãos. Forte abraço meu camarada, e MAIS SUCESSO pra ti!



















Luthier: Giorgio Camatta
Tamanho: 10"
Platinelas: 6 bronze
Pele: média/couro cabra
Contatos: www.silvasons.com.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pra quem "É do Pandeiro"!!!

O bloco É do Pandeiro se apresenta nesse domingo, dia 29/08, no Severyna, em Laranjeiras. Além dos integrantes do bloco, participam da festa os músicos Ailton Santana (cavaquinho), Daniel Ansor (violão), Saulo Battezini (guitarra e violão) e Tereza Pinneschi (vocais).

Segue o serviço...
Restaurante Severyna
Endereço: Rua Ipiranga 54, Laranjeiras
Horário: 13h
Tel.: 2556-9398
Couvert: R$ 10,00

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dando o aval!!!

De o pandeiro nosso de cada dia

Esse aí da foto é o senhor Oscar Luiz Werneck Pellon, mais conhecido como "Oscar Bolão", dando o seu aval num pandeiro Giorgio Camatta (11", 7 platinelas latão), durante o Festival de Música de Ourinhos, em SP, que rolou entre os dias 18 e 25 de Julho. Esse grande músico (sem trocadilhos), continua compartilhando sua singularidade com a rapaziada da EPM (Escola Portátil de Música), todos os sábados, lá na Unirio, Urca. Salve Oscar Bolão!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Conhecendo de perto outros sons!

Finalmente, consegui fazer o que eu vinha programando a meses... assistir as oficinas dos percussionistas Fabiano Salek e Clarice Magalhães. Bom... vou pular uma boa lista de elogios óbvios, e ir direto ao assunto: gente nova, tranqüila, acolhedora, que parece gostar muito do que faz, e o mais importante, sabe o que faz.

Para quem quer aprender o b-a-bá do nosso querido pandeiro, ou aperfeiçoar as suas técnicas, a pedida é a aula da doce Clarice.

E para quem curte o clima de uma boa roda de samba, e quer conhecer os instrumentos desse universo, a oficina do "figuraça" Fabiano é o lugar certo.

Local:
Escola Maracatu Brasil
Rua Ipiranga 49, Laranjeiras – Rio de Janeiro
(em frente ao bar Severina)

Dias e horários:
Clarice Magalhães – Pandeiro
Segunda e Quarta-feira, turma intermediária 18h30min, iniciantes 20h

Fabiano Salek – Percussão Geral de Samba
Quarta-feira, turma iniciante 18h30min, intermediária 20h

PS.: Aproveitem para pesquisar aí pela web a agenda de shows dos grupos Choro na Feira (Clarice Magalhães) e Sururu na Roda (Fabiano Salek), e dos trabalhos solo de ambos. Ainda não tive o prazer de vê-los no palco, mas... aposto meu pandeiro que VALE A PENA assistir o show dessa rapaziada!

Forte abraço,
Fábio.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mais um peça sem reposição... salve Paulo Moura!!!



Aliás... pra quem não conhece, ao lado de Paulo Moura e Martinho da Vila, estão a grande violonista Rosinha de Valença e o fantástico Grande Otelo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Afinação do pandeiro!

Salve pandeiristas! Esse assunto surgiu numa das comunas do Orkut, e eu achei interessante trazer para o blog. Vamos lá...

A pergunta do tópico era sobre a existência de um "afinador eletrônico para instrumentos de percussão", ou, um software que tivesse essa função. Então... eu já ouvi falar sobre um afinador eletrônico para baterias, inclusive, isso foi comentado no mesmo tópico de outra comuna, mas nunca soube de algo parecido que seja utilizado em pandeiros, ou instrumentos de percussão em geral. Enfim, o que parece, é que principalmente, o iniciante, quando pensa em afinação do instrumento, ele associa com a afinação dos instrumentos de sopro, cordas e etc. Pra quem toca ou já tocou, por exemplo, violão, conhece o nosso velho amigo LÀ universal, certo? O tal dos 440hz. Pois é. Mas quando se fala em instrumento de percussão... a história muda um pouco. O pandeiro, que é um instrumento da família dos tambores de armação, é um instrumento MENBRANOFÔNICO, ou seja, o som dele é produzido pela percussão de uma membrana, que está tensionada sobre uma armação de madeira. Entenda bem... se você grudar um afinador eletrônico na pele do seu pandeiro, e percutir... ele vai registrar uma nota, mas... acredito que isso não vai acrescentar muito no tipo de som que você pretende fazer com o seu pandeiro. Compreende?! Então... na tal afinação do pandeiro, podemos falar em REGIÕES... que seriam os agudos, médios e graves. Como eu comentei no tópico do Orkut, para situar "mais ou menos" as coisas, os pandeiros de nylon ficam na região dos agudos, e os pandeiros de couro, pela maior flexibilidade que o tipo de membrana oferece, transitam pelos agudos, médios e graves. É claro que nada impede de você tirar um som bem grave com um pandeiro de nylon. A viagem é sua, pessoal e intransferível. Concluindo a história: experimente várias "afinações" no seu instrumento, seguindo sempre aquela regra básica de "apertar" os tensores de forma igual. Se você girar meia volta no primeiro tensor , gire meia volta em todos. Se você vai fazer isso em cruz, ou em seqüência, fica a seu critério. Mas por que isso?! Porque você pode, sem perceber, ir tensionando muito mais um lado, do que o outro, e o aro do seu pandeiro vai inclinando, inclinando, podendo até, no pior dos casos, empenar o instrumento. Tendo esse cuidado básico, não existem limites e nem regras. EXPERIMENTE! TOQUE! Até você achar a sua "afinação". Fechado?!

Grande abraço,
Fábio.

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