segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Marcos Suzano Djavaneando!!!

Nessa última sexta-feira, fui assistir ao novo show do Djavan, "Ária". Bem, para início de conversa, os desavisados que foram esperando aquele mesmo formato de show, com uma grande banda e conteúdo exclusivamente autoral... tiveram uma GRANDE surpresa. Mesmo pra mim que já tinha lido um pouco sobre esse novo trabalho, foi uma surpresa. Ótima, diga-se de passsagem... o cara não envelhece, continua exatamente do mesmo jeitão, mantendo a sua marca registrada musical, porém, com um "frescor" e uma vitalidade impressionantes. Djavan conseguiu nesse show, acompanhado somente de um trio, revisitar sucessos próprios, e ao mesmo tempo, presentear o público com releituras de grandes compositores. E são releituras MESMO. Viscerais, minimalistas, sensíveis, enfim... Djavan. Cenário simples, bonito, delicado, iluminação na medida. Tudo muito bem cuidado e no tom necessário. Nada mais, nada menos. Me veio a cabeça uma expressão que resume a história, "small is beautiful". Fico imaginando esse show daqui a alguns meses, com a maturidade da estrada.

Agora... por que eu estou falando de Djavan no meu blog "o pandeiro nosso de cada dia"??? Pra dizer a verdade, vou confessar que, como fã de carteirinha, e "fissurado" em simplesmente curtir um som que eu não assistia ao vivo a alguns anos, só fui prestar atenção no trio lá depois dos primeiros quinze minutos de show. Reconheci o Torquato Mariano (guitarras e violões), não conhecia o baixista, vi que tinha um percussionista, e ponto. Então... o "percussionista". Quando prestei mais atenção no som da "baixela", e reconheci aquela careca reluzente... falei para minha mulher: "Cris... é o Suzano!!!".

É isso. Tive a felicidade de ver num mesmo palco, o Srº Djavan Caetano, uma das grandes influências do início da minha história com a música, láááá no final dos anos setenta, acompanhado dessa figuraça chamada Marcos Suzano, o cara que despertou minha atenção para esse instrumento fantástico chamado PANDEIRO. Instrumento que em 2004, resgatou o músico que estava, digamos, em estado de "hibernação". Obrigado Djavan e obrigado Suzano!

Se o show voltar ao Rio, NÃO PERCAM. E quem puder, dá uma chegada em Brasília no próximo fim de semana.





Forte abraço,
Fábio.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Anatomia de um pandeiro 1

Finalmente, estou disponibilizando as fotos do mais novo e ilustre integrante do meu set de pandeiros. Como eu demorei um bocado para postar essas fotos, acabei improvisando a disposição das imagens, que não era exatamente o que eu pretendia, mas acho que, a princípio, cumpre sua função.

Vamos lá então aos items do bicho!

- Pele de cabra, tratada, espessura média;
- Aro rebaixado, com uma boa distância da superfície da pele;
- Ferragens (aro, tensores, suportes e porcas) de latão polido;
- 6 platinelas de bronze, artesanais, com trabalho especial na superfície;
- Fuste em cedro, tratado com verniz semifosco e cêra;
- Trabalho em marchetaria no fuste;
- Recorte na base do fuste para encaixe do suporte do tensor;
- Tensor um pouco mais fino que o padrão, e embutido no aro;
- Suporte para apoio da mão de sustentação/giro (esquerda para os destros, e direita para os canhotos);
- Ótima relação altura das fresas x altura das platinelas.

Enfim... para quem já toca a algum tempo, e já tocou em "alguns" pandeiros, sabe que o grande barato dos instrumentos de luteria são as características particulares e peculiares de cada pandeiro, que nascem da engenhosidade, da paixão, e dos experimentos desses fantásticos artesãos. E que na sua grande maioria, são músicos também. Essas tais características conferem ao instrumento um som único, uma "identidade", que torna o "gostar" de um determinado instrumento uma questão muito pessoal. Para mim, a coisa acontece meio de imediato, não precisa tocar muito não. É colocar a mão num pandeiro, sentir o peso, golpear a pele uma ou duas vezes, ouvir o acompanhamento das platinelas, e aí...é na hora, paixão a primeira vista, ou não. Foi assim com os pandeiros do grande Bira, aqui do Rio de Janeiro (que pretendo postar também aqui no blog em breve), e está sendo assim também com o trabalho do meu amigo Giorgio Camatta. Nesses meus seis anos de estrada, o pandeiro do Giorgio é, de fato, um dos melhores instrumentos que já chegaram em minhas mãos. Forte abraço meu camarada, e MAIS SUCESSO pra ti!



















Luthier: Giorgio Camatta
Tamanho: 10"
Platinelas: 6 bronze
Pele: média/couro cabra
Contatos: www.silvasons.com.br

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pra quem "É do Pandeiro"!!!

O bloco É do Pandeiro se apresenta nesse domingo, dia 29/08, no Severyna, em Laranjeiras. Além dos integrantes do bloco, participam da festa os músicos Ailton Santana (cavaquinho), Daniel Ansor (violão), Saulo Battezini (guitarra e violão) e Tereza Pinneschi (vocais).

Segue o serviço...
Restaurante Severyna
Endereço: Rua Ipiranga 54, Laranjeiras
Horário: 13h
Tel.: 2556-9398
Couvert: R$ 10,00

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Dando o aval!!!

De o pandeiro nosso de cada dia

Esse aí da foto é o senhor Oscar Luiz Werneck Pellon, mais conhecido como "Oscar Bolão", dando o seu aval num pandeiro Giorgio Camatta (11", 7 platinelas latão), durante o Festival de Música de Ourinhos, em SP, que rolou entre os dias 18 e 25 de Julho. Esse grande músico (sem trocadilhos), continua compartilhando sua singularidade com a rapaziada da EPM (Escola Portátil de Música), todos os sábados, lá na Unirio, Urca. Salve Oscar Bolão!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Conhecendo de perto outros sons!

Finalmente, consegui fazer o que eu vinha programando a meses... assistir as oficinas dos percussionistas Fabiano Salek e Clarice Magalhães. Bom... vou pular uma boa lista de elogios óbvios, e ir direto ao assunto: gente nova, tranqüila, acolhedora, que parece gostar muito do que faz, e o mais importante, sabe o que faz.

Para quem quer aprender o b-a-bá do nosso querido pandeiro, ou aperfeiçoar as suas técnicas, a pedida é a aula da doce Clarice.

E para quem curte o clima de uma boa roda de samba, e quer conhecer os instrumentos desse universo, a oficina do "figuraça" Fabiano é o lugar certo.

Local:
Escola Maracatu Brasil
Rua Ipiranga 49, Laranjeiras – Rio de Janeiro
(em frente ao bar Severina)

Dias e horários:
Clarice Magalhães – Pandeiro
Segunda e Quarta-feira, turma intermediária 18h30min, iniciantes 20h

Fabiano Salek – Percussão Geral de Samba
Quarta-feira, turma iniciante 18h30min, intermediária 20h

PS.: Aproveitem para pesquisar aí pela web a agenda de shows dos grupos Choro na Feira (Clarice Magalhães) e Sururu na Roda (Fabiano Salek), e dos trabalhos solo de ambos. Ainda não tive o prazer de vê-los no palco, mas... aposto meu pandeiro que VALE A PENA assistir o show dessa rapaziada!

Forte abraço,
Fábio.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mais um peça sem reposição... salve Paulo Moura!!!



Aliás... pra quem não conhece, ao lado de Paulo Moura e Martinho da Vila, estão a grande violonista Rosinha de Valença e o fantástico Grande Otelo.

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